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Cultura

Fechada desde dezembro, Biblioteca Parque da Rocinha será reaberta

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Fechada desde dezembro, Biblioteca Parque da Rocinha será reaberta

Biblioteca Parque da Rocinha está fechada desde dezembro de 2016 por falta de recursos 

Caru Ribeiro/Biblioteca Parque da Rocinha

A Biblioteca Parque da Rocinha será reaberta em 20 dias, segundo anúncio feito hoje (4) pelo prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, durante visita ao local ao lado dos secretários de Cultura do estado e do município.

Administrada pelo governo estadual, a biblioteca está fechada desde dezembro do ano passado por falta de verbas. Crivella decidiu liberar R$ 1,5 milhão em recursos do município para que a Biblioteca Parque da Rocinha possa ser reaberta.

A secretária municipal de Cultura, Nilcemar Nogueira, comemorou o anúncio de reabertura do espaço cultural. “Estou muito feliz de assumir esse compromisso com a comunidade da Rocinha. Missão dada [pelo prefeito] é missão cumprida. Reabrir essa biblioteca é uma questão também de ajudar no desenvolvimento humano a partir da educação e cultura”, afirmou.

A Biblioteca Parque da Rocinha tem 1,6 mil metros quadrados, e conta com cineteatro, DVDteca e salas multiúso para cursos. Com o valor anunciado, a biblioteca poderá ter seu funcionamento garantido por dois anos.

O secretário estadual de Cultura, André Lazaroni, disse que a Biblioteca Parque já tem equipes de limpeza e segurança, e que na próxima segunda-feira (9), sai o resultado da licitação da empresa que vai contratar o restante dos funcionários. “O estado hoje, infelizmente, está com um atraso enorme em seus pagamentos. A reabertura dessa biblioteca só está sendo possível porque estamos com uma grande parceria com a prefeitura”.

Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil

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Cultura

Oficina Percussão da Maré, de inclusão pela música, chega à África em 2018

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A Oficina Percussão da Maré, que promove a inclusão cultural de crianças e jovens da comunidade da Maré, na zona norte do Rio, por meio da música no contraturno escolar, começará a ser ampliada para todo o país, no próximo ano, chegando também à África. A base do projeto foi um trabalho social iniciado pelo músico Abel Duerê, de Angola, com famílias de angolanos residentes na Vila do Pinheiro, naquela comunidade. Mais de 300 famílias chegaram a ser cadastradas, informou o músico.

Em 2018, Duerê pretende filmar as aulas “e pegar o Brasil todo”. Estamos muito empolgados porque a meninada tem dado um prazer muito grande de ensinar. São muito atentos, dedicados, com um talento incrível. Há muitos músicos ali em potencial”. Atualmente, o projeto tem 40 bolsistas que têm compromisso com a percussão. Para isso, têm de ir à escola, ter bom comportamento, assiduidade nas aulas de percussão. Nas últimas aulas, o oficina chegou a ter a presença de 80 a 90 crianças.

O projeto Oficina Percussão da Maré, de Duerê e dos percussionistas Laudir de Oliveira, falecido este ano, e João Ayres, começou há dez anos, com 15 crianças inscritas. Depois que um dos meninos participou da gravação de um CD de Abel Duerê chamado Meu Samba e Teu Samba, ele disse que não teve coragem de parar e decidiu dar seguimento ao projeto. O projeto atende a crianças e jovens na faixa de 12 a 20 anos. A média por aula oscila entre 60 e 80 pessoas. Nesses dez anos, o projeto beneficiou em torno de 300 crianças.

Para 2018, Abel Duerê está formando um grupo chamado Os Candengues da Maré, que em angolano significa jovens, meninos. “É um grupo profissional para acompanhar artistas que venham fazer show no Rio”.

Expansão

Duerê está há três anos tentando implantar o projeto nas cidades de Rio Claro e Campinas, em São Paulo, mas encontra dificuldades de orçamento. “Mas, sem dúvida nenhuma, a gente tem condições de fazer isso em vários estados, tranquilamente”. Já que financeiramente ele não conseguiu viabilizar a ampliação do projeto até agora, a proposta é, a partir de janeiro, transmitir as aulas, todas as terças-feiras, pela internet, ao vivo, com reprises diárias em todo o Brasil e, inclusive, para Angola.

O baterista do Barão Vermelho, Guto Goffi, da escola de música Macaratu Brasil, se aliou ao projeto, onde está há cinco anos, desde que foi convidado para fazer a coordenação pedagógica. “Pensamos em criar um método de musicalização a partir da percussão, estudando divisão rítmica, leitura e a técnica de alguns instrumentos de percussão. No caso da Maré, são instrumentos utilizados na batucada das escolas de samba e trabalhamos com os ritmos populares brasileiros, geralmente ritmos de cortejo, como o samba, o maracatu, a marcha, Ijexá, funk e outras batidas”, disse Goffi.

Ele faz com que todas as crianças e adolescentes participem desde a primeira aula, porque considera que o sucesso da oficina é levar o aluno a gostar de aprender mais, a cada aula. “A formação não é profissional, embora percebamos que alguns desses alunos poderão seguir na carreira de músico. Isso depende muito de quanto tempo por dia o aluno bastante interessado vai se dedicar à música”.

Cidadania

O baterista do Barão Vermelho destacou que como proposta de cidadania, a atividade é muito importante nessa comunidade. “É disso que o Rio de Janeiro e o Brasil precisam para crescer como cidade e país. O Brasil, mais do que nunca, necessita de educação e cultura, para sair da vala em que está metido”.

Para o novo ano, o projeto vai acrescentar estudo de harmonia, com turmas de flauta doce e cavaquinho, além de percussão, visando a enriquecer as apresentações dos alunos. O novo formato deverá ser iniciado a partir de 9 de janeiro. As inscrições para a turma de 2018 começaram em novembro passado. Abel Duerê disse ainda que em 2018 serão escolhidos quatro melhores alunos que ganharão bolsa para aprender a tocar bateria.

A Oficina de Percussão tem patrocínio da concessionária Linha Amarela S/A (Lamsa), da prefeitura do Rio de Janeiro, da Secretaria Municipal de Cultura, e apoio do Instituto Invepar. Duerê mora no interior de São Paulo, mas vai de 15 em dias à Maré, fazendo a coordenação geral do projeto.

Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil

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Cultura

Márcia Tauil ganha prêmio de melhor intérprete no Festival da Nacional FM

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A 9ª edição do Festival de Música da Nacional FM de Brasília terminou nesse fim de semana com dois shows no Teatro da Caixa Cultural. Foram mais de 200 composições inscritas. As 12 finalistas foram apresentadas no sábado (9) e as vencedoras voltaram ao palco no domingo (10). A cantora Márcia Tauil ganhou o prêmio de melhor intérprete com a música Bagunça de Balaio.

Ela celebra os frutos da divulgação do trabalho pela Nacional FM de Brasília. “As pessoas chegaram a mim, as pessoas entraram no face falando que ouviram a canção na rádio. E junta muita gente boa – além dos concorrentes, as pessoas que estão na banda de apoio. É uma reunião de talentos”, disse Márcia.

Outra vencedora do festival da Nacional FM foi a cantora e compositora Nathália Lima, que levou os prêmios de melhor arranjo e melhor música com letra por Festa do Destino, composta em parceria com Letícia Fialho.

“Eu vi a Letícia Fialho em um festival e isso me incentivou a também compor mais para estar aqui. Essa movimentação vai acontecendo. Com certeza, outras meninas viram a gente, me viram, viram a Márcia, e alguma coisa aflorou na cabeça delas para compor e também estar aqui no ano que vem e no outro. É o festival que a gente tem em Brasília que mais representa o pessoal da música.”

O violonista Fabiano Borges interpretou a música Por El Caminito e conquistou a categoria melhor intérprete instrumental. O prêmio de melhor música instrumental ficou com a banda Protofonia, por Antropofagia Moderna. Rubens Negrão recebeu o prêmio de melhor letra com a música Esquece e Passa. A canção mais votada na internet foi 180 graus, do instrumentista e compositor Xá. E os fãs da banda Malicah, que apresentou a música Eixo Torto, deram ao grupo o prêmio de torcida mais animada.

Confira as canções finalistas no site www.radios.ebc.com.br/festivaldemusica.

Juliana Cézar Nunes – Repórter do Radiojornalismo

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Cultura

Encontro reúne grafiteiros do Brasil e do exterior em Duque de Caxias

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Encontro reúne grafiteiros do Brasil e do exterior em Duque de Caxias

Grafiteiros participam do 12º Meeting of Favela na Vila Operária, em Duque de Caxias, que se tornou uma grande galeria a céu aberto Tânia Rêgo/Agência Brasil

Termina hoje (10), na Vila Operária, município de Duque de Caxias, Baixada Fluminense, a 12ª edição do Meeting of Favela (MOF), encontro de grafiteiros do Brasil e do exterior que começou na sexta-feira. O evento, que reúne em média de 300 a 500 artistas por edição, é considerado o maior encontro do gênero na América Latina. “Ontem, no mural inicial, já teve mais de 200 grafiteiros”, disse à Agência Brasil o idealizador do MOF, André Lourenço, o Kajaman.

“A ideia foi concentrar em um evento anual o pessoal do grafite, não só do Rio de Janeiro, mas de outros estados. O objetivo foi trazer para a Baixada Fluminense a coisa da integração, do grafite, introduzindo o município no cenário da arte urbana”, explicou Kajaman.

Este ano, participaram grafiteiros da França, Argentina e Japão, além de representantes de todo o Brasil”. Segundo Kajaman, tão logo terminar o evento deste ano, “aprendendo com os acertos”, os organizadores do MOF começam a planejar a edição de 2018.

A adesão às atividades é voluntária e cada artista traz seu próprio material. “É como se fosse o Natal da galera, uma comemoração. É um evento que lacra o calendário de eventos do Brasil”. O MOF faz parte do Mapa da Cultura do estado do Rio de Janeiro.

Renovação

Encontro reúne grafiteiros do Brasil e do exterior em Duque de Caxias

Grafiteiros participam do 12º Meeting of Favela na Vila Operária, em Duque de Caxias, que se tornou uma grande galeria a céu abertoTânia Rêgo/Agência Brasil

Há três anos participando do MOF, o grafiteiro Igor Moreno da Silva atua na zona norte, onde mora, no bairro de Guadalupe, próximo a Madureira. Para ele, o Meeting of Favela é um “evento ótimo, porque além de você estar encontrando seus amigos de outros estados e países, é um momento de trocar ideias e experiências também com outras pessoas e não só com a comunidade, que é algo crucial. A gente vai para lá, rola uma troca máxima com a comunidade, porque os moradores querem renovar todo ano aquela pintura no muro. Para mim, é um momento mágico”, afirmou Igor.

O artista conta que já consegue viver do grafite, que é seu trabalho e fonte de renda. A preocupação é em relação a onde ele está colocando sua arte. “Tem que estar colocando ela nos lugares certos, conhecendo bastante gente para poder expandir o que você está fazendo”, disse.

Igor salientou que os grafiteiros que participam do MOF se dedicam também a passar adiante o que sabem. “A interação com os moradores é crucial. Você está passando a experiência que tem. É algo muito importante”, definiu.

Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil

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